Ataxia de Friedreich

Publicado: 20/02/2011 em Neurologia

O post de hoje será sobre um assunto pelo qual me chamou muito a atenção ao receber uma paciente no estágio de neurologia com a doença denominada Ataxia de Friedreich.

Fonte: sapiens.ya.com

Antes de entrarmos no nome propriamente dito, é importante saber: O que é ataxia?

Significa a parda dos movimentos voluntários. Essa perda pode causar alterações tanto nos movimentos dos membros e dos olhos como também distúrbios na linguagem (disartria). Promove também diminuição do equilíbrio e falta de coordenação motora. Geralmente ocorrem pela disfução do cerebelo. As ataxias podem ser adquiridas (sem histórico familiar, podendo ser causada por traumatismo craniano, câncer, uso de determinadas drogas, deficiência de vitaminas e alcoolismo) e hereditárias (causadas por anormalidades genéticas, sendo progressivas pois tem seu agravo com o passar do tempo).

Vamos agora ao que interessa…

Ataxia de Friedreich:

É a forma mais comum das ataxias hereditárias (autossômica recessiva). Há perda gradual da coordenação e progressiva degeneração do sistema nervoso (cerebelo, tronco cerebral, medula espinhal, nervos periféricos e até mesmo os gânglios da base). Os primeiros sinais da doença aparecem na infância ou adolescência.

Além de apresentar as mesmas caractarísticas de um quadro de ataxia, ao decorrer da doença os músculos ficam atrofiados, a coluna se deforma surgindo a escoliose e apresentam pés em equino. Com o passar do tempo também ocorre o envolvimento de outros órgãos, tais como o coração, estando aí sua maior causa de morte. Há associação com diabetes, hipotireoidismo, perda da audição e acuidade visual.

Alguns anos após o início da doença, o portador é destinado ao uso da cadeira de rodas e tornam-se completamente dependentes mesmo sem deficiência mental. Sua média de vida é entre 35 e 40 anos.

Esta patologia não tem cura, sendo necessário apenas minimizar os sintomas que o portador adquire por uma equipe multidisciplinar, composta por fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, psicólogos e médicos.

Tratando-se dos objetivos fisioterapêuticos, é importante realizar:

  • Exercícios de alongamento;
  • Fortalecimento;
  • Treino de marcha;
  • Exercícios de coordenação e propriocepção;
  • Exercícios de equilíbrio;
  • Recomendação e adaptação do uso de equipamentos especiais, tais como órteses e tecnologias assistivas.

Fonte: netterimages.com

Esta paciente será um grande desafio para mim. E como desafio, deve ser superado. =)

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s